ORAÇÃO É A TERAPIA DA ALMA

O abatimento da alma é uma realidade questionável, mas irrefutável. Apesar de haver um falso evangelho que torna o cristão um super homem/mulher ausente de problemas e dificuldades, no fim do processo aceitamos e reconhecemos a identidade de humanos.

A oração é uma terapia para à alma quando expomos as angustias, os dilemas existenciais; quando buscamos razão para a existência; quando anelamos por orientação para decisões conflitantes; quando subjugamos à própria vontade ao querer divino; quando clamamos pela vida. Assim, a oração cura as feridas da alma e propicia saúde emocional.

Não estranhe a minha declaração, mas, às vezes, a oração é brigar com Deus, sem nenhuma razão.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

ORAÇÃO É UMA EXPERIÊNCIA MUTÁVEL

A oração é uma experiência mutável. Mudamos e somos mudados à medida que nos encontramos pela oração. Mudamos em relação aos conceitos e as experiências ao Eterno. Mudamos em relação ao próximo e o “distante”. Mudamos em relação ao tempo e as consequências da realidade. Mudamos em relação à Obra de Deus e as coisas espirituais. Porém, também somos mudados quanto Deus nos molda e nos direciona segundo os seus propósitos. Cada oração é como o talhar de Deus aperfeiçoando sua obra.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

ORAÇÃO É RELACIONAMENTO

Oração é relacionamento.
Relacionamento é experiência.
Experiência é maturidade.
Maturidade é não ser idiota (tá, desculpa a colocação).

Quando oramos nos relacionamos com o Pai de tal forma que contemplamos “os próximos” como irmãos – uma família. E como toda família humana, há irmãos que se afastam e nem dizem “tchau” – para com estes, devemos respeitar a distância. Há irmãos que se aproximam trazendo consigo sua sensibilidade e racionalidade – para com estes, devemos saber conviver. Todavia, há irmãos que não se aproximam e nem se afastam, vivendo seus intensos conflitos à procura de um culpado para justificar suas ausências ou presenças – para com estes devemos ter muito cuidado, pois, podem atrapalhar o nosso relacionamento com o Pai pela falta de domínio próprio. No geral, quando oramos sabemos tratar às pessoas como elas desejam ser tratadas. A oração nos ensina vivificar relacionamentos e não procurar culpados pelos nossos erros, mazelas e pecados.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

MAIS DO QUE UM ENCONTRO – UMA TERAPIA.

A história do apóstolo Pedro não termina com suas negações a Cristo e nem seu momento de choro angustiante. Quando leio a narrativa de João vejo algo impressionante: “… E disse: Senhor, tu sabes tudo tu sabes que eu te amo…” (Jo 21.17). O bate-papo de Jesus com Pedro à beira do mar de Tiberíades foi mais do que um encontro casual – uma terapia. Pedro necessitava tratar a ferida da alma com quem é especialista em perdão. Pedro carecia compreender a intensidade do amor para cumprir um propósito. De fato, Pedro conhecia o Pedro, mas só Jesus descreveu o “Simão Pedro” (Jo 21.15).

AS PERGUNTAS DE JESUS para Pedro eram fáceis de responder, mas conflitantes à aceitação. Jesus só queria saber se Pedro amava-se a ponto de amá-lo. Mas, como alguém que ama pode negar? Que nível de amor permite a traição? Que projeção de amor se desvai com o desprezo? Que tipo de amor faz esquecer os agravos do passado? Que intensidade amorosa faz da aparência do “tudo bem” o silêncio da consciência? Qual parte do amor se faculta negociar com os sentimentos egoístas?

AS RESPOSTA DE PEDRO com tônica de afirmação parecia encantar a onisciência do amigo Jesus. Porém, a terceira resposta – “Senhor, tu sabes de tudo” – tinha a tonalidade da renúncia com o descompasso da humildade. O tempo não tinha apagado àquela noite de choro e amargura. As respostas de Pedro converteram a incredulidade ao propósito. A traição promocional pelo nada foi transformada numa profunda aceitação da existência para viver a excelência do destino.

A minha meditação matinal deixou algumas lições – Aprendi que só um real encontro com Cristo para sarar as feridas da alma e aplacar o sofrimento. Aprendi não há como reparar o passado, mas construir o futuro. Aprendi que o confronto com o passado gera saúde emocional. Aprendi que focado no passado esqueço a responsabilidade do presente. Aprendi que o amor revela o propósito. Aprendi que não vale a pena insistir em corações que não há amor. Aprendi que o amor gera responsabilidades.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

DIALOGANDO COM A CONSICÊNCIA

“… saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26.75).

O humano é vítima do POR QUE e nem sempre aprecia o cenário do PARA QUE. Então, imagino Pedro dialogando com a consciência – Por que eu fiz isso? Por que não lembrei dos avisos do meu amigo? Por que em frações de minutos destruí uma amizade de três anos? Por que eu entrei na casa daquele sumo sacerdote? Por que me aguentei naquela fogueira? Por que não fugi como os outros fizeram? Por que eu disse que não o conhecia, quando tive momentos prazerosos junto dele? Por que não disse que apenas o acompanhava como tantas outras pessoas? Por que não expus a identidade de discípulo? Por que não saí daquele lugar logo depois da segunda investida, pois, tive quase uma hora para sofrer a vergonha fatal? Por que me deixei ser engodado pela curiosidade em querer ver o fim Dele e desprezei o domínio próprio? Por que quis demonstrar o que não era? Por que respondi quando tive a oportunidade de apreciar o silêncio? Por que não falei e nem sofri o dano da verdade? Por que fui tão “burro” me achando tão esperto? Por que tive que olhar para Ele quando poderia ter disfarçado?

Ora, o humano é curioso quanto ao SERÁ. Então, imagino a consciência contrapondo com Pedro – Será que terei outra chance de vê-lo? Será que ele irá me amaldiçoar? Será que terei tempo para pedir perdão? Será que ele irá aceitar as minhas desculpas? Será que irá entender o medo que vivia naquele momento? Será que a nossa amizade acabou? Será que terei outra chance? O que será de mim quando as pessoas souberem que eu neguei o meu amigo? Será que realmente, eu o amava?

Hoje, termino a minha meditação matinal com questionamentos. E nisso EU APRENDO – Durante a vida teremos alguns ápices a sós com a consciência, principalmente, quanto às lágrimas tentam limpar o passado cruel. Aprendo que todos decepcionam e são decepcionados. Aprendo que conversar com a consciência é destravar os segredos da alma. Aprendo que questionar-se é uma virtude até que as algemas da desilusão não sejam permanentes. Aprendo que errar tentando acertar é válido. Aprendo que a vergonha por um erro admitido é mais nobre do que uma fuga sem destino. Aprendo que o que estar por vir é incomensurável. Aprendo que o tempo dá e dará respostas silenciosas e audíveis. Aprendo que entre o eu condenável e a consciência repreensível está o propósito instituído. Aproveite essa reflexão e converse com a sua consciência.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

O QUE FAZER QUANDO TE DEIXAREM

No meu devocional matinal, meus olhos ficaram fixos com uma narrativa de Mateus. Antes que você diga que estou sendo melancólico, afirmo que o personagem principal dessa reflexão é Jesus Cristo. O evangelista Mateus registrou com veemência o desfecho da prisão de Jesus Cristo, dizendo: “… Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26.56). Isso mesmo, os discípulos de Jesus deixaram-no, justamente, no momento que ele mais precisou. Apesar de Pedro e outro discípulo seguirem Jesus à distancia (Mt 26.58; Jo 18.15). Mas, aonde estavam os outros oito discípulos?

Agora pense comigo: Quem fica perto de quem foi preso? (Mt 26.57). Quem quer admirar o teu início se o objetivo é o fim? (Mt 26.58). Quem quer ser vítima de acusações fúteis se a amizade era de apenas de três anos? (Mt 26.59-61). Quem quer estar ao lado de quem adota o silêncio como débito ao dano? Pois, dizem: “quem cala, consente” (Mt 26.62,63). Quem quer ficar próximo de um réu de morte? (Mt 26.66). Quem quer está ao lado de alguém que é escarnecido, cuspido, esbofeteado, zombado? (Mt 26.67). Quem quer apanhar junto com o outro? (Mt 26.57; Jo 18.22). Quando penso nisso, imagino que não seria diferente se Jesus estive em nossos dias.

Então, o que fazer quando todos te deixarem? Resposta simples, objetiva e incisiva: NÃO DESISTA DO PROPÓSITO! Aprenda: o sofrimento realça o propósito. Ninguém é obrigado desfrutar do seu sofrimento. No entanto, um dia o seu propósito será notório e abençoará muitas vidas. Inclusive, àquelas que te deixaram sozinho.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

O QUE FAZER QUANDO TE DEIXAREM

“… E, saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26.75). Assim que Pedro negou Jesus pela terceira vez diz o evangelista Lucas: “E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor…” (Lc 22.61).

Jesus, “o Senhor, olhou para Pedro” – O olhar de Jesus para Pedro lhes apresentou todo o sermão pregado horas atrás. Um olhar que sentenciou à consciência e atraiu o arrependimento. O olhar de Jesus repara os sentimentos perversos, engessa as atitudes descomedidas e desperta propósitos estabelecidos. Pedro apanhou com apenas um olhar de Jesus.

Pedro, “lembrou-se da palavra do Senhor” – Palavras são esquecidas até que a consciência afronte o passado. Palavras não produzem raízes de maturidade, apenas fertilizam às experiências. Palavras gravadas na consciência forjam mudanças. Palavras escutadas soam desafios, mas não descrevem a realidade do fracasso. Não obstante, lembrar de uma palavra faz a diferença entre o estar e ser.

Pedro, “saindo dali, chorou amargamente” – Pedro foi avisado sobre o futuro, mas esqueceu o que tinha dito no passado: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei” (Mt 26.35). O momento pode influenciar nas convicções e decisões, mas não na essência. O choro do arrependimento é a melhor opção para tratar as próprias decepções e fracassos. O barulho das lágrimas produzidas pelo arrependimento se escuta na consciência.

O QUE APRENDO NESSA MEDITAÇÃO – Aprendo que o silêncio de um olhar provoca o barulho na consciência. Aprendo que não adianta disfarçar alegria enquanto a alma está em prantos. Aprendo que é preciso sair da zona de achismos para viver a realidade da vida. Aprendo que palavras agradáveis não convencem a imaturidade. Aprendo que não adianta maquiar a alma com os pincéis da culpa. Aprendo que sempre haverá uma oportunidade para o arrependimento, mudança e transformação.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

PALAVRAS NÃO OCULTAM DESTINOS

“Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo; não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo” (Mt 26.35).

Esse texto me expõe – PRIMEIRO, o que vai acontecer não abala o propósito de Jesus Cristo (Mt 26.31). A traição e covardia dos discípulos não fizeram Jesus Cristo desistir da cruz. SEGUNDO, o que vai acontecer não destrói a amizade construída ao longo dos anos (Mt 26.32). Jesus Cristo sabia distinguir humanidade de vínculo, ou seja, como humanos fracassariam, mas não perdeu a amizade construída ao longo de três anos. TERCEIRO, o que vai acontecer não muda com palavras (Mt 26.33). Palavras encantadoras não feitiça a realidade do destino. QUARTO, o que vai acontecer, tem que acontecer (Mt 26.34). Jesus Cristo conhece os corações e sabe o passado, presente e futuro. Palavras não ocultam destinos. QUINTO, Jesus Cristo não se iludia com palavras – “… todos os discípulos disseram o mesmo” (Mt 26.35). Os mesmos que disseram à Jesus: “Ainda que me seja necessário morrer contigo; não te negarei… “, o deixaram no momento crucial – “Então, todos os discípulos, deixando, fugiram” (Mt 26.56).

O que aprendemos – PALAVRAS NÃO OCULTAM DESTINOS. Confie tão somente em Deus. O Eterno usará pessoas para cada momento da sua vida. Algumas passarão na sua vida como relâmpago. Outras, serão como segredo de um cadeado lacrado pelo propósito.

Rev. Ismael da Silva
Presidente da Comunidade Cristã Viver

COMUNIDADE CRISTÃ VIVER – RUA PROJETADA, 115 – QUADRA C – LOTEAMENTO EDITE FRANÇA – BAIRRO CHÃ DO PILAR – PILAR-AL

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